"Que minha vida e minha glória sejam jogadas ao chão e do pó possa brotar um perfeito adorador" Filhos do Homem

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Uma triste história de carnaval

Sempre que chega quarta-feira de cinzas é aquele “bafafá”, todos comentando o que fizeram e deixaram de fazer nos dias de folia. A imprensa em peso cobrindo cada desfile e festa nos quatro cantos do país. Mas há algo que eles não falam.
A irmã Selma, 62 anos tem uma lembrança muito triste, que todos os anos a fazem chorar desesperadamente por todos os dias de carnaval.
Há treze anos atrás, a jovem Silvana, filha da irmã Selma, de apenas 17 anos foi estuprada e morta por um folião após um baile de carnaval.
Silvana era uma moça crente, não perdia uma reunião de mocidade, tinha cem por cento de presença na escola dominical, moça de oração, regente do coral de adolescentes de sua igreja. Mas tinha uma amiga de trabalho, que não era crente.
Sua amiga era uma baladeira de plantão, só queria saber de festas, bebedeiras, e claro sexo. Sempre contava suas experiências para Silvana, que lha dava conselhos e falava de Jesus. Mas com o tempo, foi batendo a curiosidade em Silvana. Perguntas como: Será que é bom assim mesmo? Porque eu não posso ser igual a ela? Foram entrando em seu coração. E como o inimigo de nossas almas não dorme, arquitetou o plano final para a vida de Silvana.
No carnaval de 1995 ela inventou uma viagem de trabalho. Deixou de ir para o retiro da mocidade de sua igreja, mentiu para sua mãe e foi para a casa de sua amiga. Na sexta-feira foi à primeira noite de folia de sua vida, no início se sentiu muito estranha, sabia que lá não era o lugar dela, era quase de manhã quando voltaram para casa. No sábado a festa já foi mais quente, Silvana experimentou uma bebida que lhe ofereceram, não gostou, mas para não parecer careta bebeu várias doses. No domingo acordou no meio da tarde com uma ressaca insuportável. Sentiu vontade de voltar para casa, falar a verdade para sua mãe e voltar para o caminho que tinha trilhado desde que nascera. Mas recuou com a pressão da amiga. Ainda tinham duas noites de muita folia.
Na noite de domingo ela resolveu ir mais fundo nas suas descobertas. Bebeu, fumou e cheirou lança perfume. Só se arrependeu ao acordar na segunda-feira. Já estava muito envolvida e se sentia confortável com a idéia de ir a mais um baile na última noite do carnaval. Não sabia que seria a última noite de sua vida.
Ao chegar no baile, como em todas as outras noites, ela já era cortejada e assediada pelos homens, pois além de ter talento, era a moça mais linda da igreja que freqüentava. No início da noite conheceu um jovem também muito lindo. Pele bronzeada, cabelos jogados, olhos azuis e aparentava ser rico. Mas ela não sabia que ele seria seu assassino. Sua amiga já havia saído com um outro rapaz, e Silvana ali no baile conversando com o homem que ela julgava o mais bonito da festa. Ele a beijou, e ela gostou. Os beijos foram esquentando e o jovem convidou Silvana para sair dali, colocou a culpa no calor, disse que no estacionamento estava mais fresco. Ela foi, e lá entraram no carro. – Vamos para minha casa? Perguntou o rapaz. Silvana aceitou. Foram, mas Silvana lembrou-se de sua mãe, de seus amigos da igreja e lembrou de seu Deus. Ela recuou antes que acontecesse o que os dois estavam planejando naquela casa. Mas o jovem ficou furioso e não deixou que ela saísse.
Ela foi encontrada morta ao meio-dia da quarta-feira de cinzas em um terreno abandonado ao lado de sua igreja. No corpo marcas de agressão sexual e no pescoço as marcas do estrangulamento.
Chamaram a irmã Selma, que foi ao local e viu o corpo da filha jogado feito lixo naquele terreno.
A história foi contada pela amiga que a levou para as festas e depois da morte de Silvana se converteu ao Senhor Jesus. Ela e a irmã Selma trabalham dando palestras para jovens em todo o Brasil.
O assassino nunca foi encontrado.

Essa história é uma ficção, mas histórias como essa se repetem todos os anos, durante o período de carnaval, jovens cristãos que acabam influenciados pelo mundo, terminam suas vidas de forma trágica e quase sempre sem Jesus.

Texto: Ruan Ladwig

Nenhum comentário: