"Que minha vida e minha glória sejam jogadas ao chão e do pó possa brotar um perfeito adorador" Filhos do Homem

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Foi abortada, sobreviveu e hoje louva ao Senhor da vida


Em 6 de abril, a compositora e escritora norte-americana Giana Jessen completou 31 anos. Infelizmente, pouco se sabe dela no Brasil, porém a jovem Jessen é uma das mais influentes ativistas pró-vida nos Estados Unidos e no mundo. Cristã, sua história virou livro há alguns anos. A seguir, leia parte do famoso depoimento de Jessen, dado à Câmara do Deputados dos EUA em 22 de abril de 1996, onde contou como foi abortada, mas sobreviveu.
“O meu nome é Gianna Jessen e tenho 19 anos. Nasci na Califórnia, mas atualmente vivo no Tennessee. Fui adotada e tenho paralisia cerebral. A minha mãe verdadeira tinha 17 anos e estava grávida de sete meses e meio quando decidiu fazer um aborto por solução salina. Sou a pessoa que ela abortou. Mas, em vez de morrer, sobrevivi”.
“Felizmente, o médico aborteiro não estava na clínica quando eu nasci com vida, às 6h de 6 de abril de 1977. Nasci prematura: a minha morte não estava prevista para antes das 9h, altura em que o aborteiro deveria começar a trabalhar. Tenho a certeza de que não estaria aqui hoje no caso de o aborteiro estar na clínica, pois seu trabalho é matar e não salvar”.
“Algumas pessoas presenciaram meu nascimento: a minha mãe e outras moças que estavam na clínica à espera da morte de seus bebês. Disseram-me que isso foi um momento de histeria. Próximo estava uma enfermeira que chamou a emergência e eles transferiram-me para um hospital. Fiquei naquele hospital mais ou menos três meses. No princípio, não havia muita esperança, pois pesava somente 900g. Hoje, já há casos de bebês que sobreviveram sendo menores que eu”.
“Acabei sobrevivendo e saindo do hospital, sendo entregue a uma babá. A minha paralisia cerebral foi atribuída ao aborto. Disseram à minha babá que seria muito difícil que chegasse a engatinhar ou andar. Não conseguia sentar sem ajuda. Graças às orações, à dedicação da minha babá e, mais tarde, de muitas outras pessoas, acabei aprendendo a sentar-me sozinha, a engatinhar e a ficar de pé. Comecei a andar com muletas pouco antes dos quatro anos. Fui legalmente adotada pela filha da minha babá, Diana De Paul, alguns meses depois de começar a andar. O serviço de assistência social não me permitia ser adotada antes disso”.
“Continuei a fisioterapia por causa da minha deficiência e, após quatro cirurgias, posso andar sem ajuda. Nem sempre á fácil. Algumas vezes caio, embora, depois de cair durante 19 anos, tenho aprendido a cair graciosamente”.
“Estou contente por estar viva. Quase morri. Todos os dias agradeço a Deus pela vida. Não me considero um subproduto da concepção, uma massa de tecidos ou qualquer um dos títulos que dão às crianças em gestação. Não considero que as pessoas concebidas sejam isso”.
“Para defender a vida, a melhor coisa que posso mostrar é a minha vida. É um grande dom. Matar não é solução para nenhum problema ou situação. Mostrem-me que matar é solução. Há uma citação na parte de cima de um dos edifícios do Capitólio que diz: ‘Aquilo que é moralmente errado não pode ser politicamente correto’. O aborto é moralmente errado. Nosso país está derramando sangue de inocentes”.
“Toda vida tem valor. Toda vida é um dom do nosso Criador. Temos de receber e cuidar dos dons que nos foram dados. Temos de honrar o direito à vida”.
Como Gianna, louvemos ao Deus da vida dizendo também “não” ao aborto.

Texto extraído do jornal Mensageiro da Paz, edição 1.476 / Maio 2008

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